Qual seu código de barras?

Os seres humanos têm o hábito de colocar rótulo em tudo, inclusive nas pessoas. Todos nós classificamos as pessoas como engraçadas ou desagradáveis, inteligentes ou idiotas, amigáveis ou irritantes, negro ou branco, gordo ou magro etc. No conviveu diário, trabalho, escola, faculdade, família, isso se torna ainda mais evidente, um exemplo é na faculdade, existe sempre aqueles grupinhos completamente diferentes, convivendo no mesmo ambiente ( Minha turma de faculdade era dividida em 2, a selva e a praia), são os nerds, os largados, as patricinhas, os esforçados, etc.

Automaticamente separamos as pessoas em dois grandes grupos: o grupo das pessoas com as quais convivemos e o grupo das pessoas com as quais não queremos nenhuma proximidade.

O primeiro grupo recebe tratamento diferenciado e amistoso, ao passo que o segundo tem sempre a porta fechada ao se aproximar. Esta forma de lidar com o outro é aceita e bastante comum em nossa sociedade. As leis e as normas implícitas que regem o mundo ensinam que este é o caminho do sucesso, seja pessoal, seja profissional.

É imprescindível para uma sociedade pós-moderna, em que não há verdades nem valores objetivos, que os interesses individuais sejam sempre colocados em primeiro plano. O mundo vive mergulhado no egoísmo: cada um buscando seus próprios interesses e as melhores formas de alcançá-los.

A palavra acepção significa “receber o rosto”, ou seja, fazer julgamentos e estabelecer diferenças baseadas em considerações externas, tais como aparência física, status social ou raça .

Muitos universitários acreditam que a aprovação no vestibular os faz melhor que a maioria da população, e ainda existe aqueles iludidos que acreditam que determinado curso é melhor que outro. É bem verdade que, em países como o nosso, o curso superior é um privilégio, e outorga ao universitário meios de transformação social. Mas isso não torna ninguém melhor ou pior.

Na prática, o homem está sempre fazendo acepção de pessoas.

Se ao invés de rotular as pessoas,  se dedicassem a amar mais uma às outras, aceitando suas características, todos poderíamos viver em um mundo muito melhor. Não somos produtos para serem rotulados, não temos código de barra, somos seres humanos em constante evolução.

Devemos olhar para o outro como uma maravilhosa oportunidade de aprender com as diferenças, experimentar a unidade na diversidade. Precisamos entender essa realidade e parar de procurarmos e aceitarmos em nosso círculo somente pessoas iguais às nossas características. Aceite a diferença, o que não podemos tolerar é o egoísmo.

NEW CABLES

 

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4 comentários sobre “Qual seu código de barras?

  1. andy8juuhandy disse:

    “Se ao invés de rotular as pessoas, se dedicassem a amar mais uma às outras, aceitando suas características, todos poderíamos viver em um mundo muito melhor.”

    Essa frase para mim resume tudo, concordo com você. Seu texto abordou um ótimo tema, foi bem escrito e acredito que deveríamos falar mais sobre isso. Esses rótulos são ridículos, só servem para causar mais discórdia e excluir pessoas. A diferença não deveria ser vista como algo odioso pois todos nós somos diferentes e essas diferenças deveriam nos unir e não nos afastar.

    Curtido por 1 pessoa

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