O que 2017 me trouxe

Como fui confrontada de uma forma engraçadamente delicada e sutil. Cresci tanto. Chorei tanto. Ri tanto. Abracei tanto. Evoluir tanto.

Foi como o mar sobre as rochas, o confronto, o desconhecido, o silêncio e a paz.

Uma viagem interna indescritível, que me levou a vários horizontes internos, o fato de me mudar para outro país, sair da zona de conforto, me fez enxergar coisas sobre mim que antes eram vistas com outros olhos e outras perspectivas, viver sem se confrontar sair da sua zona de conforto faz com que você viva no automático, mas a partir do momento que decidir sair da minha zona de conforto, viver em um lugar totalmente diferente, aprender uma nova língua, fazer parte desse universo atual da minha vida, fez com que eu crescesse no meu processo como pessoa, foi quando pude ver os “problemas” e o tamanho real deles, alguns problemas que pareciam montanhas de tão grandes e assustadores, hoje de longe vejo o quão pequenos eram e quão fácil de resolver.

em contrapartida, momentos que antes não valorizava tanto, hoje são os que mais me importo, como o abraço da minha mãe e meu pai, assistir televisão com meu irmão e ir das besteiras, ir na casa da tia só pra ver minha avó e bater um papo com a família, sentar na calçada um dia de noite, esse se tornaram momentos de grande valor. Esse ano comecei a ver a vida com outros olhos, mais maduros e menos cego. A gente não sabe a sorte que tem por estar aqui, agora, agora mesmo, nesse exato momento. Poder olhar o céu, sentir a chuva ou o calor invadindo cada poro. Poder ouvir a risada de quem a gente ama, ser ombro para quem precisa chorar, desabafar, desaguar para depois ficar mais forte.

Esse ano aprendi muito, felicidade não está em um ponto de chegada, como listamos coisas que queremos fazer, ter, ao chegar no próximo ano, felicidade a gente encontra nas pequenas coisas do dia a dia, em um abraço, o nascer da filha de uma amiga e você esteve-lá, um café da tarde com conversa boa e leve, a FELICIDADE está no caminhar da vida, nos pequenos detalhes, e as vezes esquecemos disso, Mas, faz parte. A gente complica demais, perde tempo demais com coisas pequenas, tentando agradar a quem a gente nem conhece direito, com discussões pequenas e banais que só desgastam, comprando e acumulando coisas, deixando o ter falar mais alto do que o ser… E… E a gente se esquece, aos poucos, de que o que vale a pena, no final, é viver de verdade, amar de verdade, ser feliz sempre, no caminhar (mesmo com todas as adversidades).

Esse ano aprendi a colocar verdade em todas as coisas, inclusive na cabeça, passar pela transição capilar me fez enxergar o meu eu, e resgatar minhas verdades, olhar para meu cabelo mesmo que bagunçado e se transformando do falso liso ao de origem me fez ter forças para encarar as mudanças internas que precisam ser vividas nesse momento, a gente não sabe a sorte que tem por ser exatamente da forma que é, assim mesmo, diferente de todos os outros. Passamos por muita coisa, não é? Nem tudo é perfeito, nem tudo é da forma como a gente gostaria que fosse, a vida não é fácil como parecia quando éramos pequenos demais perto dela (e continuamos sendo de certa forma). Mas você precisa encará-la de frente.

Aprendi que o inglês não é um bicho de sete cabeça, e quando você se propõe a fazer algo, acredite você é capaz! Faz o que você quer, vai atrás do seu sonho, conquista, não tenha medo de tentar, de errar, de dizer o que sente, de acreditar no que quer, seja bom para si, seja bom para os outros. Essa vida pode ser linda se a gente deixar, se a gente aceitar ser quem é, se a gente respeitar cada um, mesmo que a gente não entenda e não concorde, entende?

Uma das grandes surpresas boas que esse ano me trouxe, foi entender o que é paixão e amor, amar alguém e você decidir ficar, quando você tem mil motivos para partir, mas o sentimento que existe entre você e a outra pessoa faz com que você seja forte o suficiente para permanecer, isso aprendi com meu marido (esse ano também me trouxe um companheiro pra vida toda), é muito bom ter alguém que te transforme em o melhor que você pode ser e melhor ainda e você também fazer isso com o outro, e uma troca mútua de crescimento, não é sobre ter alguém que completa, e a pessoa fazer você entender que você é completa e só precise de alguém que te transborde.

A gente não sabe a sorte que tem de estar exatamente aqui, agora. Poder olhar nos olhos, abraçar, cantar desafinado, andar por aí, mesmo caindo vez ou outra. Mas evoluindo sempre, esse ano a palavra que definiria seria evolução.

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